Índice coloca a Capital no nível dos países superiores em desenvolvimento humano e é motivo de orgulho para todos
Mãe Curitibana atende entre 14 e 16 mil gestantes por ano: atenção começa na primeira consulta
Curitiba terá em março mais um motivo para sentir orgulho. E coloca orgulho! é que a cidade alcançou, em 2008, o menor índice de mortalidade infantil na sua história. Pela primeira vez o índice está abaixo de 10 por mil nascidos vivos. Uma façanha que apenas alguns municípios brasileiros e pouquíssimas capitais atingiram. Ter essa taxa abaixo de dois dígitos era uma meta que a Secretaria Municipal de Saúde perseguia desde 1998. Para dimensionar o tamanho dessa façanha, basta lembrar que em 1998 a taxa curitibana era de 16,6 óbitos por mil nascimentos.
A taxa paranaense é de 13,7 — dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde — e é uma das melhores no País. O número exato de Curitiba será divulgado provavelmente no dia 11 de março, como parte das comemorações de aniversário de Curitiba e dos dez anos do programa Mãe Curitibana. Ao programa é creditado o avanço na redução da mortalidade neonatal na Capital.
“O Mãe Curitibana é a base da política de saúde para os novos cidadãos. Mais do que prevenir ou antecipar o diagnóstico de doenças da gestante ou do futuro bebê — o que em si já é muito importante — ele orienta a adoção de atitudes que repercutirão decisivamente na saúde integral de grande parte da nossa população, nas diversas etapas da sua vida”, diz o secretário de Saúde e vice-prefeito, Luciano Ducci, responsável pela implantação do programa.
Além dos novos dados sobre a mortalidade infantil, Ducci também vai divulgar a redução na mortalidade materna, que igualmente chegou a patamares aceitos internacionalmente. A taxa deve ficar abaixo de 50 óbitos por 100 mil partos. Outras inovações a serem implantadas no programa em Curitiba completam a gama de boas novas a serem divulgadas no aniversário do Mãe Curitibana.
“A gente sabia que tinha um desafio para alcançar. Mas isso não seria possível sem as parcerias que fizemos com a sociedade científica, de pediatria, ginecologia, obstetrícia, com as maternidades, com o Conselho Municipal de Saúde. É um trabalho enorme de uma rede de saúde”, diz a assessora da Superintendência de Gestão da secretaria, Karin Luhn, que já foi diretora de epidemiologia do Mãe Curitibana e acompanhou o programa desde sua gestação.
Programa — A virtude do Mãe Curitibana é ter um cuidado total com a gestante. Isso inclui as campanhas de vacinas, os cuidados no primeiro ano de vida da criança, os acompanhamento à gestate em todos os momentos. “O Mãe Curitibana é o conjunto de ações voltado desde o planejamento familiar, passsando por um pré-natal adequado, os vínculos com as maternidades, a atenção no pós-parto. Tudo”, continau Karin.
“Esse dado é muito importante porque entramos no nível de países superiores de desenvolvimento”, opina a pediatra Luci Yara Pfeiffer Miranda, presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Paranaense de Pediatria e coordenadora do Grupo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Dedica).
Segundo Luci, o Mãe Curitibana é sim um dos grandes responsáveis pelo índice que será divulgado. “É um mérito do Mãe Curitibana, um programa modelo nacional”, continua Luci. Mas o maior mérito a que se refere a pediatra é que o programa usa mais da inteligência do que propriamente de recursos infindáveis.
O atendimento no primeiro ano de vida é uma das políticas de saúde mais baratas que existem, ai incluindo o pré-natal. Mas é necessário uma política pública organizada e determinada, e que conscientize a população. “Qualquer governo inteligente iria perceber que é mais barato investir na gestante e no bebê”. É o que fez o Mãe Curitibana. “É um programa bem feito, que capacita o agente humano e acompanha a gestante e o seu filho”.
fonte:bemparana
matéria: Mario Akira
foto: Franklin Freitas
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